era noite a lua sorria e uma estrela brilhava a mulher de vermelho corria ansiosa olhando para trás a todo momento para visualizar a posição de seu perseguidor receosa de estar se deixando aproximar demasiadamente o coração no peito acelerado acertava o peito com tamanha força que tão logo sairia do lugar jorrando sangue e apavor o homem de preto continuava sua perseguição implacável desvencilhando-se como um dançarino dos ambulantes que distraídos obstacularizavam seu caminho rosto impassível olhando sempre em linha reta sem jamais perder a gana ou o equilíbrio não corria como a mulher de vermelho apenas andava a passos largos o suficiente para diminuir a distância entre os dois ele andava e olhava à frente ela corria e olhava para trás ele foi se aproximando ela ofegando olhos impassíveis coração estourando calma pânico as pessoas ficaram para trás ela pensou em gritar mas lhe faltava fôlego a noite subia alta serena indiferente ao medo e à tranquilidade não havia mais ninguém apenas ele e ela e a lua sorrindo para ambos e ao lado da lua uma estrela brilhando para ele o homem de preto sentia ele sabia que a estrela brilhava por ele e que a lua lhe sorria eram apenas ele e a lua e a estrela ele alcançou a mulher não a tocou ela parou e gemeu ele continuou impassível olhando à frente para onde a lua ascendia sorrindo para ele e só havia ele e a lua e a estrela e ele as perseguiu toda a noite apaixonado em transe encantado perseguiu a lua e a estrela e agora a mulher de vermelho chorava pois o homem de preto a deixou abandonada só com a lua e a estrela que não a consolavam,
sábado, 28 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Sobre a sede, a água...
Tenho sede e não há o que beber.
Busco de copo em copo, de casa em casa,
ninguém se importa, não abrem a porta
e quem abre não tem nada a oferecer.
Tenho sede e penso que este é o fim.
Me canso, me perco, me afundo em águas rasas
que não saciam, nem aliviam a secura
que se instalou em mim.
Quem virá e me afastará desta dor?
A quem irei, de quem beberei?
Anseio por uma água que dê vida a este deserto.
Da qual eu beba e sinta novo vigor.
Se desta água eu beber, a quem me pedir dela eu darei,
Pois sei que, quando a encontrar, rios de agua fluirão
e banharão as terras secas e áridas de meu coração
e sede nunca mais terei, nunca mais terei.
Busco de copo em copo, de casa em casa,
ninguém se importa, não abrem a porta
e quem abre não tem nada a oferecer.
Tenho sede e penso que este é o fim.
Me canso, me perco, me afundo em águas rasas
que não saciam, nem aliviam a secura
que se instalou em mim.
Quem virá e me afastará desta dor?
A quem irei, de quem beberei?
Anseio por uma água que dê vida a este deserto.
Da qual eu beba e sinta novo vigor.
Se desta água eu beber, a quem me pedir dela eu darei,
Pois sei que, quando a encontrar, rios de agua fluirão
e banharão as terras secas e áridas de meu coração
e sede nunca mais terei, nunca mais terei.
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Sobre 50 centavos, apenas
Entre risos e lágrimas a cidade dorme. Olhos úmidos, miúdos, se entreolham e esperam o amanhecer, na expectativa de que tudo seja apenas um sonho ruim; na expectativa de que possam brincar com o sol, sorridentes, sem se preocupar com a luta incontrolável pela sobrevivência. Sobreviver: cansaram dessa brincadeira, mas não há outra pra jogar.
Os pequenos corpos que se espremem no chão duro procuram um lugar mais quente onde possam sossegar. Enquanto isso, os olhos acompanham a lua, como num sonho de criança. Mas elas não sonham. Elas gostariam de estar na lua, mas apenas para fugir da crueldade dos dias da Terra. Se tivessem asas não voariam pela liberdade, fugiriam do abandono.
E entre sonhos e insônias a cidade dorme. E os que riem e sonham passam e não olham, e se olham não se importam. A janela é aberta, a mão estende um trocado. Então, o vidro e o coração se fecham, enquanto o som aumenta e varre da memória qualquer resquício de dor pela omissão.
E entre dores e silêncios, a cidade dorme, enquanto perdem a esperança os anjos que já não podem voar.

Inspirado na música: Anjos das Ruas, do Rosa de Saron
e em experiência própria.
Os pequenos corpos que se espremem no chão duro procuram um lugar mais quente onde possam sossegar. Enquanto isso, os olhos acompanham a lua, como num sonho de criança. Mas elas não sonham. Elas gostariam de estar na lua, mas apenas para fugir da crueldade dos dias da Terra. Se tivessem asas não voariam pela liberdade, fugiriam do abandono.
E entre sonhos e insônias a cidade dorme. E os que riem e sonham passam e não olham, e se olham não se importam. A janela é aberta, a mão estende um trocado. Então, o vidro e o coração se fecham, enquanto o som aumenta e varre da memória qualquer resquício de dor pela omissão.
E entre dores e silêncios, a cidade dorme, enquanto perdem a esperança os anjos que já não podem voar.
Inspirado na música: Anjos das Ruas, do Rosa de Saron
e em experiência própria.
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Sobre depois escreverei
São 00h30, quando ele começa a pensar em escrever. Os dias tão corridos, cheios de afazeres e compromissos, impedem-no de ter o seu momento, o seu precioso momento, de relaxar e viajar em suas próprias palavras.
Já é tarde. O cansaço atinge-o como um bala que fere a caça obrigando-a a abandonar-se à relva. Ele resiste, pois sabe que amanhã o hoje se repetirá e, ao badalar da meia-noite, mais uma vez terá que adiar seu momento, seu precioso momento...
Até quando?, se pergunta. É preciso dar um fim ao depois farei... É preciso dar um fim ao depois viverei.
Mas, como que num lampejo de luz, lhe vem ao pensamento: é preciso também não perder a sensatez...
São 00h41. Hora de ir pra cama... Boa noite!
(nesse meio tempo... uma feliz notícia! INACREDITAVELMENTE feliz notícia! esse meu amigo merece)
Já é tarde. O cansaço atinge-o como um bala que fere a caça obrigando-a a abandonar-se à relva. Ele resiste, pois sabe que amanhã o hoje se repetirá e, ao badalar da meia-noite, mais uma vez terá que adiar seu momento, seu precioso momento...
Até quando?, se pergunta. É preciso dar um fim ao depois farei... É preciso dar um fim ao depois viverei.
Mas, como que num lampejo de luz, lhe vem ao pensamento: é preciso também não perder a sensatez...
São 00h41. Hora de ir pra cama... Boa noite!
(nesse meio tempo... uma feliz notícia! INACREDITAVELMENTE feliz notícia! esse meu amigo merece)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Sobre o tamanho das coisas
Se penso no Universo
cada segundo é nada,
Que é um dia para a estrela?
Que é o sol para uma galáxia?
Se penso no homem,
se penso em sua história,
Que é um fato ante os séculos?
e um ato para a memória?
Mas se penso em minha vida,
Um segundo vira história,
Um simples ato muda o dia.
Para aquele que caminha,
um pequeno passo é coisa grande,
pois da meta o aproxima.
cada segundo é nada,
Que é um dia para a estrela?
Que é o sol para uma galáxia?
Se penso no homem,
se penso em sua história,
Que é um fato ante os séculos?
e um ato para a memória?
Mas se penso em minha vida,
Um segundo vira história,
Um simples ato muda o dia.
Para aquele que caminha,
um pequeno passo é coisa grande,
pois da meta o aproxima.
Sobre verdades e mentiras

Esse "Meme" recebi do ilustríssimo Sr. Sete.
9 coisas aleatórias a meu respeito, não importando a relevância.
6 verdades e 3 mentiras.
Quem receber o meme, deverá postar nas suas respostas as 3 mentiras do bloguEIRO. Quem indicou revela depois (ou não)!!!
Não tem regras especificas para quantidade de bloguEIROS.
Começo citando as MENTIRAS (ou não) do Sr. Sete:
1- Detesto ficar sozinho (bloguEIROS não podem detestar ficar sozinhos)
2- Sou apaixonado por tudo, todos e todas (vc tem um bom coração, um dos melhores que conheço, mas não tão bom assim... huhauhauahauh)
3- Estive na Argentina em 1989 (foi em 1990, não em 1989 ... o,O ... sei lá... chutei...)
Minhas meia-verdades:
1- Minha cor preferida é o azul.
2- O primeiro livro que li foi "Feiurinha"
3- Me arrependo de muita coisa que fiz
4- Me arrependo de muita coisa que não fiz
5- Não quero mais ser amigo de uma certa pessoa
6- Seria melhor professor de português do que de biologia
7- Odeio escrever em notebooks
8- Meu reino por um bom filme de comédia!
9- Quebrei a regra, há apenas 1 mentira nesses nove tópicos...
Tarefa difícil é indicar alguém pra dizer minhas mentiras: dois dos 5 blogs que acompanho já receberam, 1 dos blogs a blogueira não me conhece (o que ela falaria SOBRE mim?), 1 é exclusivo para tiras do Calvin & Haroldo... sobrou o do meu irmão, que provavelmente não vai se amarrar na idéia...
Perdeu playboy, é tu memo: Sempre lembre do mais importante!
Poste minha mentira e relacione as suas mentiras e verdades.
Sr Sete e dona Dany, sintam-se a vontade pra comentar minhas mentiras... =P
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Sobre a sutil diferença
Em uma tarde descontente
Quando o ocaso é presente
E a saudade é amor ausente
Ouve-se dizer: a vida continua.
Mas continuar é permanecer como está
E na alvorada jubilosa que virá
A presença sobre a ausência estará.
A vida não apenas se prolongará.
Pois, o dia já não é o mesmo, é novo.
E embora seja a lua apenas lembrança,
O sol é recomeço e esperança.
Então, quando chega novamente a hora
Manifesta-se a sutil diferença na aurora:
A vida não continua, ela se renova.
Quando o ocaso é presente
E a saudade é amor ausente
Ouve-se dizer: a vida continua.
Mas continuar é permanecer como está
E na alvorada jubilosa que virá
A presença sobre a ausência estará.
A vida não apenas se prolongará.
Pois, o dia já não é o mesmo, é novo.
E embora seja a lua apenas lembrança,
O sol é recomeço e esperança.
Então, quando chega novamente a hora
Manifesta-se a sutil diferença na aurora:
A vida não continua, ela se renova.
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