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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sobre coisas que devo fazer antes de morrer

E agora? Via-me em uma estrada bifurcada, sem saber que direção tomar. Haveria um rumo certo? A decisão correta existiria? Ou seria o universo indiferente à minha escolha? Muito provavelmente. Por hora, pensava que estava com uma dúvida cruel. Não. "Cruel", pensei melhor, "é ter que decidir se rouba para matar a fome dos filhos, ou se continua sem ter um pedaço de pão para colocar na mesa".

A minha dúvida era simples. Na verdade, era extremamente egoísta e simplória. Ainda assim, era uma dúvida séria. Isso: séria.

Desculpem-me se fiz muito mistério sobre a dúvida, em breve verão que não é grande coisa, mas ela me afetou durante uns dias, e, de certa forma, definiu os rumos de parte da minha vida. Vejam bem, eu estava entrando em um novo emprego e tinha que decidir entre trabalhar 30 horas ou 40 horas semanais. Simples, não? Nada cruel.

Eu sei, mas naquele momento de vida que eu estava vivendo, era uma decisão que poderia mudar os rumos de muita coisa no meu modo de levar os dias. Sabe, não era sobre trabalhar menos ou ganhar mais. Não era sobre ter tempo ou ter dinheiro. Era sobre planos, sonhos, metas, desejos.

Explico. Trabalhar 30 horas significava ter tardes ou manhãs livres para escrever. Na época, escrever um livro, uma história de sucesso, um épico como "O Senhor dos Anéis", ou uma história de uma geração inteira como "Harry Potter" era o meu maior desejo. O meu maior problema, em contrapartida, era não ter tempo para me dedicar a isso. Trabalhar 40 horas, por sua vez, me renderia mais dinheiro. Mas não era o dinheiro. Não, não era o dinheiro.

Nunca gostei de dinheiro. Digo, nunca gostei de ter dinheiro. Mas sempre gostei de gastá-lo. Não que eu fosse fútil. Não gostava de futilidades. Eu gostava era de viagens. Ter mais dinheiro, portanto, significava viajar mais.

E era com essa dúvida que eu me encontrava. Viajar ou escrever? Escrever ou viajar? Veja bem, estava pensando com imediatismo mesmo. Podia escrever um livro anos depois. Podia viajar quando tivesse filhos ou quando estivesse aposentado. Mas eu estava pensando no agora. Imediato. Daí a um ano ou dois.

Não importa o que eu decidi. Importa que enquanto estava com essa dúvida, me imaginei viajando para vários lugares. Imaginei meus livros escritos na estante. Ouvia Jack Johnson e me imaginava surfando em uma praia paradisíaca! Ah, como eu tinha vontade de surfar.

Surfar???

Eu nunca tivera vontade de surfar, mas, agora, parecia-me tão claro que eu precisava surfar na próxima vez que voltasse à praia. E, claro, para isso, precisaria de uma grana extra. Tá aí. Surfar. Isso definitivamente era algo que eu tinha que fazer antes de morrer. Assim como escrever um livro. Eu precisava escrever um livro antes de morrer. E surfar. E visitar a cidade de Assis. E ler muitos e muitos livros e ter uma noite de autógrafos e dar uma entrevista em um talkshow. E fazer snowboard e paraquedismo...

Cara! Eu precisava escrever uma lista de coisas a fazer antes de morrer! Mas tudo me parecia tão urgente!!! Pensava em tudo que queria, mas queria tudo para agora!

É! Eu precisava escrever uma lista de coisas que deveria fazer antes de morrer, e precisava realizá-las antes do 30 anos.

Então... tenho 6 anos até lá!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Sobre estar diante do mar

Sozinho... com o mar. Enfrento suas fracas ondas, cuidando pra não me perder de mim.

Vejo no oceano um barco a navegar distante. Será que o marinheiro vê que eu o vejo e invejo? Será que olha para mim de longe e ri de meu desejo tolo? Quisera agora estar em seu lugar, com o mar ao meu redor e nada mais, o infinto me cercando por todos os lados, e eu, pequeno, me deixando engolir. Será que, ao contrário de mim, ele deseja voltar e estar em meu lugar?

Fecho os olhos e escureço-me. O vento e o mar soam perto e levam pra longe minha alma, que só quer estar ali. E o pensamento voa, como a andorinha sozinha que se perdeu das outras, mas está feliz pela liberdade que adquiriu.

E bate forte em meu peito o desejo intenso de me lançar ao ar. Jogar-me ao mar, e deixar que as ondas me levem pra onde quiserem, sem rumo, sem direção, sem data pra voltar. Pois estou cansado de querer ser muito e me pergunto o que é a vida, senão o querer ser parte de um todo muito maior, como uma gota em um imenso oceano sem fim.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O mundo não é como eu quero! (Sem 'sobre' por que não é literatura)

Hoje me aconteceu, novamente, algo que só acontece muito, muito, muito raramente. Fiquei chateado, e mentalmente cansado, e só conseguia pensar em coisas negativas, tipo: isso não tá legal; aquilo tá faltando; fulano deveria fazer assim e não assado. Odeio quando isso acontece. Odeio mesmo.

De vez em quando, essas coisas acontecem mesmo. A vida é assim. Dessa vez, graças a Deus, foi um pouco diferente. Tirei desse sentimento ruim uma boa lição.

Eu estava triste. É. Juntando todos os cacos e bagaços de mim que ficaram espalhados pelo canto, acho que a conclusão a que posso chegar é essa: eu estava triste. Era uma tristeza carregada de responsabilidade, de expectativas frustradas, de medos aflorando... Enfim, era uma tristeza triste.

Depois de me remoer em solidão e me deixar pensar todos os podres que queria, uma simples reflexão me veio, como que num raio veloz e luminoso, à cabeça. Eu estava triste por que o mundo, naquele momento, não estava sendo como eu queria. O mundo a que me refiro são as pessoas, as situações e, de certo modo, eu mesmo, que estávamos "acontecendo" ali. Eu esperava uma coisa, eu queria uma coisa, eu acreditava em uma coisa, eu tinha opinião, mas nada disso estava sendo seguido. O mundo não estava me seguindo. Eu não era o centro das atenções, o senhor das decisões. E daí vinha minha tristeza. Das expectativas frustradas.

Que meleca! Lembrei-me de uma frase: "Acho que está mais do que na hora do mundo mudar para se adaptar a mim". Frasezinha engraçada, né? É do Calvin&Haroldo.

Pois é. Engraçadinha, mas extremamente falsa. O mundo não tem que mudar pra se conformar a ninguém. As pessoas são o que são e, por isso, agem como agem e, consequentemente, as coisas acontecem, quer você as queira, quer não. Não adianta ficar triste. Não, não adianta.

Mas se quiser ficar triste também... pode ficar. Não tem problema. Às vezes é bom.

Enfim, o importante é a reflexão. O mundo não para por que você tá de bubu. Ninguém vai te perguntar se você quer que seja diferente, para que tudo aconteça da forma que você quer. Não, ninguém vai.

Então faça o seguinte. Acolha as realidades que você não pode mudar. Se alegre com elas, se possível. Tire lições. Procure entender quais são as coisas que você pode mudar e tente mudar para que elas se adequem a você. Mas cuidado! Muito cuidado! Mesmo que você possa mudar uma situação, pense antes se a sua opinião, a sua ideia, o seu modo de ver a coisa é o modo certo. Às vezes você está chateado por não ser como você quer, mas se fosse, também não seria bom.

Lembre-se: diversidade é bom! Se tudo fosse conforme a sua vontade, o mundo provavelmente seria bem mais sem graça. Lembre-se: cada pessoa está vivendo uma experiência diferente, ainda que a situação seja a mesma. Elas têm visões e participações diferentes. Não precisam estar no seu ritmo, não precisam se preocupar como você se preocupa. Lembre-se: PARE de se preocupar. Daqui a 10 anos, essa tensão que você deixou tomar conta de você vai lhe tirar um pouco da saúde, e, quando você olhar pra trás, a situação que causou o stress vai parecer tão sem importância...

Acho que é isso.

O pior é terminar esse texto, com toda essa reflexão, ainda com aquele aperto no peito... Nada que uma boa noite de sono não resolva. E se não resolver, tudo bem. Nem tudo é como a gente quer.

domingo, 20 de junho de 2010

Sobre patriotismo!

E todos festejam, todos gritam! É GOL! É um, é dois, é três! O Brasil vibra. O Brasil canta. O Brasil chora! Nesta noite, milhões de brasileiros dormem mais felizes, corações palpitando, corações ardendo!

E nossas crianças dormem nas ruas... e fumam crack. Não faz mal, hoje tudo bem. Faz frio, muito frio, mas ao menos seus corações estão em chamas.

E eu sou brasileiro. Rumo ao HEXA!

?????????????

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Sobre o que é nosso...

E por que nos vemos livres, nos sentimos sós. Prestes a fazer escolhas que transformem nossos destinos. Mas por mais que tentemos compartilhar, a decisão é apenas nossa e de mais ninguém. E aí mora a solidão.

A solidão de dar um passo sozinhos e sem braços que nos sustentem. E caminhando seguiremos, com rostos e mãos conhecidos ao nosso lado. Mas, aqui dentro, o que nos impulsiona a caminhar é nosso, e somente nosso.

E aí mora a solidão...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Sobre sei lá...

Às vezes, João apenas sente vontade de...

sei lá...

Apenas gostaria de que não tivesse que ir dormir, por exemplo. Não pelo amanhã, ou pelo medo dos pesadelos. João apenas gostaria de continuar assim, como está. Não que ele esteja assim tão bem, nessas horas. Tampouco está mal.

Só não gostaria de... sei lá...

domingo, 8 de novembro de 2009

Sobre um teclado suave

Cara, esse teclado é muito gostoso de escrever! Mas parece que me tira a inspiração, de tão bom que é! Estou escrevendo isso só por que é realmente prazeroso escrever nele. E, além disso, estou treinando escrever sem olhar para o teclado. Será que consigo escrever sem olhar para a tela? Por que as vezes eu erro, e corrijo. Por exemplo, ainda não sei bem onde fica a letra J. É difícil também acertar os acentos, ou saber quantas letras digitei desde um erro que cometi. Aí para dar o backspace é complicado. Mas, minha Nossa!!! Esse teclado é muito suave e leve. É uma delícia de se escrever. A palavra escrever e suas variantes já foram escritas quase uma dúzia de vezes. Dúzia de vezes, legal de se escrever (olha o escrever aí de novo) por que em "dúzia de vezes" temos dois zes, uma letra que aparece em poucas palavras. É bom de se treinar datilografia com letras que aparecem pouco no vocábulário. Poderíamos falar em backspace novamente (que tem K), ou mesmo na Theory of Fun, propaganda da Wolksvagen, que além de Y no Theory, tem W e K em Wolksvagen! Errei o K várias vezes agora!!!

Devaneios...

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Sobre um palhaço


Você já viu um palhaço triste? Colocando uma trouxa de roupas nas costas e saindo em direção ao horizonte? Que dor! Você já viu um palhaço chorar os amores perdidos? Você já sentiu a tristeza amarga de uma noite forçosa, de um esmagar dos sentimentos para que ria a plateia? Que ria a plateia! E aplauda a dor escondida! Você já se perdeu, como se perde um cão, vira-lata, em busca de um lar que não tem? É assim que se sente o palhaço, perdido, sem lar. Que angústia! Você já colou na prova por temer não passar de ano? Pois não se pode colar na vida. E o palhaço o sente por não poder dar um jeitinho, arrumar as coisas sem partir, fingindo que pode. É por isso que naquele dia quis partir. Não pôde mais fingir. As risadas transformaram-se em sons excruciantes, agulhas afiadas. Então ele apenas se foi, apenas quis voltar, não se sabe pra onde.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Sobre depois escreverei

São 00h30, quando ele começa a pensar em escrever. Os dias tão corridos, cheios de afazeres e compromissos, impedem-no de ter o seu momento, o seu precioso momento, de relaxar e viajar em suas próprias palavras.

Já é tarde. O cansaço atinge-o como um bala que fere a caça obrigando-a a abandonar-se à relva. Ele resiste, pois sabe que amanhã o hoje se repetirá e, ao badalar da meia-noite, mais uma vez terá que adiar seu momento, seu precioso momento...

Até quando?, se pergunta. É preciso dar um fim ao depois farei... É preciso dar um fim ao depois viverei.

Mas, como que num lampejo de luz, lhe vem ao pensamento: é preciso também não perder a sensatez...

São 00h41. Hora de ir pra cama... Boa noite!

(nesse meio tempo... uma feliz notícia! INACREDITAVELMENTE feliz notícia! esse meu amigo merece)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Sobre escolhas


O humano. Criatura interessante, ser ambicioso, sempre disposto a alcançar maiores metas, explorar novos horizontes, conquistar grandes terrenos e vencer todas as batalhas.

O humano. Ser pensante, inteligente. Não o único. Há animais outros igualmente inteligentes, mas o ser humano é o único que sabe que sabe. Tem consciência de que é consciente, de que pensa.

O humano. Sendo consciente de sua consciência, é capaz de escolher, de optar. Tem a incrível, fantástica, capacidade de recusar a um bem próximo e apetecível aos sentidos ou sentimentos por um bem distante igualmente ou mais apetecível.

(Pausa para um lanche)

Escolher. Propriedade que o torna capaz de classificar e dar preferência a algo entre as demais opções.

Na busca de maiores metas, ao explorar novos horizontes, na conquista de grandes terrenos e durante as grandes batalhas, está o ser humano apto a analisar as opções, observar os detalhes e tomar atitudes de acordo com seus desejos e ambições. Que lutas lutar? Que horizontes explorar? Que terrenos conquistar e que metas buscar?

Deve o ser humano optar por aquilo que o engrandecerá, que o tornará memorável e o fará parte da história dos seus? Ou deve ele escolher o que o fará pleno em si, satisfeito e feliz? Quando as duas opções se encontram? Quando se conflitam?

Ser consciente de sua consciência e inteligência traz ao ser humano a responsabilidade sobre si e seu futuro. Ser consciente exige dele a percepção de si e do mundo; exige o conhecimento de desejos supérfluos e desejos que realmente o satisfarão; exige seu posicionamento de forma individual ou coletiva. Qualquer que seja a escolha, em geral, ela é feita conscientemente.

Ser inteligente é diferente. Ser inteligente exige que, consciente de que deve e pode escolher entre as opções, selecione dentre todas a mais importante.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sobre um aniversário, biólogos e cachaça

Quando cheguei, a Júlia deu três pulinhos de alegria. Seu amigo, o ponto de referência, disse que foram cinco, mas acho que era exagero dele. Pensei em perguntar se ela só tinha amigo homem (contando com a aniversariante, eu fui a sétima pessoa a chegar na festa, o sexto homem), mas achei que ia ser palha. Vai que furaram com ela.

Não demorou muito e chegaram mais algumas pessoas. Entre elas, duas mulheres! E mais pessoas, e mais pessoas (agora sim, várias mulheres)... Encheu o bar (Tá, nem tanto).

Muita gente, a galera acaba sentando em panelinhas. Nessa, formou-se uma mesinha dos biólogos (todos bacharéis =D ). O Tonhão de Boston, o forrozeiro do Hernani, o baiano peladeiro, o léo mosquito, o amilgo natalino, o Bertran (dispensa adjetivo), o Lucas, e eu, que, se perguntar pra alguém da bio, sou o Miguel Tropeço.

Fazia tempo que não via tanto biólogo junto. Férias é floids... é um martírio pra juntar a galera e já passou o tempo em que eu tentava. Enfim, biólogos na mesa, cerva e cachaça no copo (não no meu, que fique claro).

O papo, só aleatoriedades. Algumas piadas sem graça. Algumas piadas muito sem graça. Um joguinho americano que ninguém entendeu. Um ou outro comentário de Salvador. Vez ou outra a aniversariante sentava na mesa com a gente. A cachaça vai evaporando, a comida mal chega e já acaba. E assim foi indo a noite. Nada de especial, mas tudo muito bacana.

Ops, nada de especial?

De especial teve a aniversariante, os três pulinhos (ou foram cinco?) e o abraço apertado na hora de ir embora.

É. É sempre especial saber que somos especiais para pessoas que consideramos especiais.

Parabéeeeeeeeeeeeeens JoJo!!!

sábado, 3 de janeiro de 2009

Sobre Calvin e Haroldo

No post passado falei sobre uma nova paixão. NÃO! Não estou apaixonado pelo Sr. Sete, ainda nem sei quem é ele (apesar de ele insistir no contrário).

Blues!!! Ah, o Blues! É bom de mais...


ok, esqueça o Blues.

Agora, queria falar sobre outra paixão, não tão nova, mas talvez mais arrebatadora... Calvin & Hobbes. Os filósofos? Não! Filosofia ainda não é uma paixão. O mulequinho das tirinhas em quadrinho mesmo.

Aliás, não vou falar sobre eles. Deixe que eles falem por si mesmos. Quem gostar visite: Depósito do Calvin.


Sobre Blues

Tenho estado bem desanimado para postar aqui...

Mas eis que um misterioso Sr. Sete, de alguma forma igualmente misteriosa (uma mistura de seus posts góticos e um pequeno, mas significativo, comentário sobre minha pessoa/blog), me impulsiona a navegar em águas mais profundas e quem sabe tornar-me melhor pescador.

Ok, aqui vou eu...

Valeu, Sr. Sete.

Abraços!

han?

e o que o título tem a ver com isso?

Absolutamente nada... é que, enquanto estou escrevendo, tomo um banho de blues!!!

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Sobre 2009 e escrever (mais escrever que 2009)

Este post é fruto de uma frustração. Hoje é primeiro de janeiro de 2009. Eu preciso escrever alguma coisa sobre o ano novo. É claro, faz todo o sentido. Mas deparei-me com uma pequena dificuldade: estou sem inspiração total pra isso. Acho que não estou no clima, devo estar em 2008 ainda... Aproveitei então pra escrever o post abaixo, que escrevi antes deste primeiro parágrafo, sobre algo que já queria escrever: escrever.

Manter o blog atualizado é tenso. Ainda mais com a proposta que tenho para este: colocar crônicas, contos e poesias de minha autoria.

É tenso por que:

1º Não consigo escrever sem me sentir inspirado a tal... e inspiração nem sempre vem.

2º Crônicas precisam ser lapidadas, contos demoram pra ser escritos e poesias... às vezes apenas uma palavra está mal encaixada, uma rima mal feita, e pra consertar isso é preciso dias. Sim, dias! Não pode ser qualquer palavra, tem que ser A palavra. Ela precisa ser pensada, buscada, sentida... Na verdade, isso vale para o conto e a crônica também.

3º AlGunx miGuXox inSiXtem em DiZeR qUe Eu VireI EmO sÓ porQue tEnHo Um BloGxxxx. E iXXo me XatEiA MuiTo, Me DEiXa TriSTe.... Eu Não SoU Emo! Xó xOu alguéM com seNtimEntox FoRtex e iDéiaX que PreXiSam sEr ExpreSXos por MeiO de PalvrAs.

Na ânsia de manter o blog atualizado, sempre pra frente, corro o risco de escrever coisas legais, bacanas, mas que jamais (repito, jamais!) serão excelentes, porque pouco trabalhadas. E isso não quero.

O que fazer, então? A resposta é clara, pronta, óbvia: desistir. Deixar pra lá. Esse negócio de blog é fogo de palha, é o primeiro brilho da aurora que mal vemos e já se foi, é o ânimo do novo que tão logo deixa de ser novo, deixa igualmente de animar.

Béeeee (tentativa frustrada de “onomatopeizar” aquela buzina chata de programas televisivos que indicam a resposta errada).

Resposta certa: Escrever coisas do dia-a-dia “sem o compromisso estreito de falar perfeito, coerente ou não, sem o verso estilizado, o verso emocionado...” (Oswaldo Montenegro).

Contudo, no entanto, todavia (regra número um da escrita: não use clichês!!!), continuo com o objetivo de aprimorar a escrita (que, pelo jeito, tem muito o que ser aprimorada) para que um dia (um dia quem sabe) possa escrever um livro ou coisa que o valha.

E, pra não passar em branco (se bem que branco combina com a data): Feliz Ano Novo! (Hmpf...)


Ps: aproveitando a oportunidade http://gabrielsartori.blogspot.com/2009/01/superstio.html

É o blog do meu irmão (aquele que me incentivou a fazer um blog e agora fez um pra ele). Tá muito legal. A diferença do dele pro meu é que o dele é de EMO, e o meu nem tanto...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Sobre 2008 segundo o GMAIL

Hã???

O que você quer dizer com "2008 segundo o GMAIL?".

Pois é, explico: acabo de descobrir uma nova funcionalidade do Gmail: armazenamento de memória recente. É isso aí. Estava tentando fazer uma restrospectiva de 2008. Comecei com Janeiro e logo: "Puts, o que eu fiz em janeiro? Mal lembro se estava em Brasília ou não..." E de repente surge uma luz. Eu não lembro onde eu estava, mas com certeza o Gmail sabe. Corri ao computador --> abri o Gmail --> pesquisa avançada --> mensagens de 01/2008!!! E lá estava. Todos os e-mails que mandei e os e-mails que recebi. Bom, nem tudo que fiz nesse ano foi registrado no Gmail, afinal não recebi convites de festa por e-mails, não fiz cursos, nem a faculdade a distância... masss... sem dúvida que deu pra ter boas recordações. Além disso, ler-me o que escrevi há meses atrás foi uma experiência enriquecedora. Recomendo essa experiência a todos.


Chega de papo furado, maõs a obra. Começo com janeiro e fevereiro depois posto outros meses...


Dia 12 de janeiro – Envio o começo de um livro que começo a escrever – um dos muitos que comecei...
Galib seria um reino, cujo rei seria deposto por um de seus fiéis subordinados. A única chance de Galib voltar ao que era antes seria A Resistência, um grupo de guerreiros e de aldeões comuns que não estavam no reino quando tudo aconteceu... eis o que escrevi, que por sorte enviei a um amigo no dia 12 de janeiro. Parece que Galib não será salva e que a história de Guil e Yara jamais será contada... Será?


A morte de Yara.
A decisão de fazer as coisas por si mesmo.

Guil entrou com Yara na capela. O corpo sem vida de sua namorada repousava em seus braços. Cabelos longos e negros quase tocando o chão, seus olhos azuis como o mar escondidos abaixo das pálpebras finas, a pele que fora clara como a neve, agora estava mais branca do que nunca. Guil quase não sentia o corpo de sua namorada, estava leve, como se a morte tivesse levado uma parte dele. A parte mais pesada, pensou. Não sabia onde ela estaria agora. Yabaka? O céu. Gostava de pensar que sim. Sim, ela estava em um lugar melhor. Aliás, pensou Guil, naqueles dias, qualquer lugar que não fosse Yby deveria ser um lugar melhor.
Ele caminhava com o seu corpo até o centro da capela. Incomodavam-lhe os olhares. Todos em pé, olhando para a matéria sem vida que um dia pertencera a uma mulher que, apesar da presente aparência, demonstrou maior vivacidade e coragem do que todos ali presentes. Contudo, não poderia culpá-los pela morte de Yara. Sabia disso, e era o que mais doía. Ele era o único culpado. Fora sempre fiel, esteve sempre ao seu lado, mas quando ela mais precisou se afastou. “Ao menos coube-me levá-la à pedra central. No fundo, então, os acontecimentos dos últimos dias não foram suficientes para apagar a vida que tivemos juntos”. Esse pensamento o consolou.
Nas primeiras fileiras estavam os seus novos líderes: Rodolfo e Abriaão. Ambos com olhares baixos, derrotados. Guil sabia o que esperar deles. Não reagiriam. Não contra-atacariam. Não por agora. E, muito possivelmente, nunca. Haviam deixado de ser homens de fibra desde que saíram de Galib há cinco anos atrás. O que fez Guil pensar que, na verdade, nunca o haviam sido.
Passou pelos primeiros assentos. Subiu os degraus que levavam à pedra central. Leo e Elias estavam ao lado da pedra, haviam trazido os corpos de Fred e Lucas. Eram só os três agora e não sabia se Leo ainda estava disposto a lutar. Com as últimas perdas talvez se reacendesse nele o espírito que sempre tivera, mas Guil não tinha muita esperança de que isso acontecesse. Será que tudo estava perdido? Depois de tanta luta e tantas perdas?
Depositou o corpo de sua amada ao lado de Fred e Lucas. Sentia que deixava ali uma parte de si. A parte mais pesada, pensou com tristeza. A única pessoa que sempre o entendera, a única capaz de conter seus impulsos de fama e glória. O único consolo nos últimos anos. A única razão para se levantar ao menos um pouco feliz. Isso tudo agora se fora. O peso de tudo seria muito maior, a tristeza talvez insuportável. Sentiu um aperto angustiante no peito. Queria arrancar o coração fora para que não doesse mais. Não podia. Sabia que muitos outros precisavam dele. Ainda havia sentido em lutar. Uma única lágrima escorreu pelo seu rosto. Caiu sobre os lábios cerrados de Yara. Iratembé, lábios de mel, chamava-a. Tocou seus lábios no dela. Não tinham mais o gosto do mel. Aliás, que gosto tinha o mel? Havia tanto não o experimentava, na verdade, não sentia como realidade muito do que acontecera no passado, tudo parecendo tão distante da realidade presente. Mas sabia que o mel era realidade. No fundo, ainda podia sentir seu sabor, o sabor do último beijo que dera em Yara, na viva Yara.


Dia 21 de janeiro – recebo a lista da equipe do AVC (aprofundamento da Vivência Cristã), encontro do Movimento Escalada da Arquidiocese de Brasília que coordenei com uma querida amiga! =D



Dia 28 de janeiro – envio para minha orientadora na Embrapa a revelação de uns géis de agarose de milho para serem analisados (alguém entendeu alguma coisa?). Pois é, em janeiro estava estagiando na Embrapa. Parece que faz tanto tempo... saí logo depois, em março mais ou menos...






Em fevereiro, muuuuuitos e-mails trocados com a coordenação do AVC. Eita lasquera, ta chegando, ta chegando... muita coisa pra resolver e pouco tempo disponível, masss... com a graça de Deus, tudo vai dar certo, AVC foi 29/02 e 01 e 02/03... Segue o Alpinista Virtual que recebemos em nossas caixas de correio no fim do mês.



E fevereiro foi só isso? Necas... óficórsi nóti... Além do estágio na Embrapa que continuou, no comecinho de fevereiro (ok, comecei fevereiro de trás pra frente, tarde de mais, já escrevi e não vou começar de novo...), dizia eu, no comecinho de fevereiro vivenciei nada mais nada menos que o XI ACAMPS!!! Um dos encontros mais marcantes da minha vida! As partilhas deixam saudades, ah deixam. SIMEÃO UH UH! Não adianta falar muito, só quem tava lá pra saber... Segue partilha virtual que mandei para a galera da tribo na semana seguinte...
Aaaaaaaaaaaah... ficar sem partilhar me faz mal...
Então decidi não guardar o que tenho levado dentro do peito nesse quinto dia e colocar tudo pra fora para as mais novas pessoas que amo.
Primeira coisa: adoro escrever!!! Se no meu incerto futuro eu não tiver um bom trabalho, e mesmo se tiver, pretendo escrever uns livros como bico e diversão. Ok, mas isso não tem nada a ver com o quero dizer. Foi só para justificar o fato de estar escrevendo hehehehehe.
Por onde começar?
Bom! Deus é bom de mais pra mim!!! Coloca sempre as oportunidades certas nos momentos certos. Às vezes é difícil perceber isso, mas se prestarmos atenção nos sinais (né, Lorena? =D) veremos que é assim que funciona. E como esse acamps foi bom! Arejei a cabeça, distraí de pensamentos que não me deixavam em paz, me diverti de mais, me conheci bem mais, rasguei o coração pro Santíssimo tantas vezes e pra vocês algumas.
Ele é Paizão mesmo, né? Cuida, repreende, perdoa! Repreende sim! Toda essa história de desafios e dificuldades me fez refletir que bondade não é passar a mão na cabeça e dizer que está tudo bem, mas é fazer de tudo para que a pessoa amada se realize como PESSOA INTEIRA, e para isso, repreensões e barreiras são necessárias, entendem? Como o pai que não deixa o filho brincar e dormir o dia inteiro. Não é que ele não queira a alegria do filho, mas estudar, arrumar o quarto e etc é necessário para que ele cresça em virtudes e valores.
Ele cuida! Ah, todo mundo saiu inteirinho de lá... A única explicação é que Ele cuida... hehehehehe Brincadeirinha! Mas é sério... "todos devem zelar pela segurança uns dos outros"... é Ele cuidando, sabem? Usando-nos como instrumentos na vida do outro. Os planos de Deus são perfeitos. Enquanto um é protegido e mal nenhum o atingi, aquele que protege vive a maravilhosa experiência da ajuda, da caridade, do estender a mão, do AMAR.
E o 5º dia, vocês me perguntariam? Na verdade, na verdade... tá igual aos outros. Trabalho, saídas, um tempinho em casa. Digo, o mundo tá igual. O que muda é a disposição do coração. É a alegria e o bem-estar aparentemente inexplicáveis que invadem o coração de vez em quando que muda tudo... toda vez que lembro que existem pessoas como vocês, que existem momentos que serão sempre inesquecíveis e que existe um Deus que cuida, que ama e que perdoa!
Algumas vezes tive sim que fazer um esforção pra não desanimar e não fazer mal feito o que estava fazendo. Hoje, por exemplo, errei um monte de coisa lá no laboratório, até quebrei uma seringa... aiaiai... deu vontade de voltar pra casa mais cedo... hnfff... mas... levantei e continuei... Daí as coisas passaram a dar certo? Não! Mas quem disse que tudo vai dar certo só por que a gente fez o acamps? O acamps nos deu força pra não desanimar, nos mostrou que precisamos dos outros nos momentos difíceis e nos felizes, e que com a bênção de Deus (ou seja, a sua presença!) nada que vá nos atingir é realmente mal.
Tudo isso sem contar as musiquinhas que hoje animam mais o meu dia... passei o dia de hoje ao som (mental) de "Raio de luz, dentro de mim, cisco no olho, não é ruim! Emanueeeeeeeeeeel, eu vou pro céééééééu, pra ser feliz! =DDDDDDD"
Bom... é mais ou menos isso que tinha pra partilhar... essas são minhas primeiras pérolas do meu 5º dia e queria muito partilhar com vocês... hehehehehe
A todos, beijos e abraços saudosos de um irmão de tribo que já ama vocês!!! Siiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiimeão, HUHU!!!!!! =D

Sobre a novidade do novo e a vontade insaciável de escrever

Tudo que é novo chama atenção. Tá, nem tudo, mas muita coisa.

Quando conhecemos algo novo ou começamos a fazer uma coisa diferente, começamos empolgados e aquilo não raro invade o nosso pensamento sem pedir licença, mais do que gostaríamos muitas vezes. Quem não experimentou isso ao fazer o Orkut? "Quero encontar logo meus amigos. Fiquei sabendo que podemos encontrar aqueles colegas da 5ª série. Tantas comunidades legais, quero entrar em todas. Hummmm, ver as fotos daquela gatinha...". Nos logamos todo dia, várias vezes... (ok, ok, isso não é regra, mas comigo foi assim...)

E quando começamos a malhar? Opa, quero logo que chegue amanhã. Fazer avaliação, começar uma nova série... "Yea Yea, já tô ficando fortinho..." Dançar!!! Ahhhh, começar uma dança nova. As primeiras aulas sempre cheias de novos passos, damos um upgrade de 100% na primeira semana e já achamos que somos oooo dançarino.

Vai a primeira semana, vai a segunda semana, vai a terceira semana, e o que era novo fica velho, o que era novidade vira conversa batida... Pois bem, todo esse papo pra dizer que...

Estou com uma vontade insaciável de escrever... escrever... escrever... aaaaaaaaah... fazer várias postagens, falar sobre tudo que quero e o que não quero, só pelo prazer de escrever... Fui almoçar depois de escrever o post abaixo... nem conversei direito só pensava sobre os temas dos futuros posts... Retrospectiva 2008 em palavras; Planos que tenho para 2009; Planos que Não tenho para 2009; Sobre os livros que li e os livros que não li; Sobre as piadas que já contei; Retrospectiva 2008 e o Gmail...

E por aí vai... ou melhor, virá...

E tudo isso por que é tudo novo... Nooooovo... A idéia de ter um blog é nova, o blog é novo, escrever sobre assunto nenhum e qualquer assunto é algo que chama atenção, é novidade... Espero que não seja novidade passageira, espero que não seja fogo de palha. Afinal, escrever é sempre novo. O assunto nunca é o mesmo. E se for, a abordagem é sempre diferente. Além disso, escrevemos com o que somos, e somos outro a cada dia. E tudo é novo de novo.

Mais do que novidade, escrever pra mim é uma paixão que finalmente coloco em prática. E sobre esses amores (talvez pra sempre, talvez efêmeros) diria o poeta:
"Que seja eterno enquanto dure"