segunda-feira, 4 de julho de 2011

Sobre um sim e um não

Nada como terminar um dia assim,
Com um não e um sim.
A vida segue seu rumo,
E eu me aprumo.

Procuro encontrar no novo dia,
aquela estrela que me guia.
Acho que sigo contente,
Numa espera paciente.

No fim, valerá a pena olhar pra trás,
Importa muito, eu penso,
que aqui dentro haja paz.

Sobre morrer

O ser humano morre várias vezes ao longo da vida. Morre sempre que sai de sua zona de conforto e vai para um mundo desconhecido, um mundo que dói.

A primeira morte é o próprio nascimento, quando sai do aconchego do útero para um mundo frio de luz cegante.

Mas então, e só então, é q a vida (re)começa...

Sobre cobranças

Vez ou outra via-se feliz, extremamente contente com o resultado e o andamento da vida. Outras tantas, se entediava, ou pior, se doía. A vida cobrava o tempo todo e vivia tentando atender às expectativas dos outros e as próprias. E sofria quando não conseguia. Pensava que poderia ser mais feliz se pudesse escolher ter menos compromissos e poder tomar conta mais de si, mas se esquecia de que tinha exatamente a vida que escolhera. E a cobrança que fazia sobre si mesma a esmagava. E só largou as preocupações excessivas quando se deu conta de que ninguém nascera para ser super-heroi.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Sobre quem eu sou II

Às vezes, eu não me contenho em mim.
Sou profundo, sou abismo, escuridão sem fim.

Daí, me exploro e me busco em meu recanto.
E se me acho, me encanto e me espanto.

Quem sou eu? eu grito e o eco ecoa.:
Quem sou eu? ouço na volta o som que soa.

E descubro: nem eu sei na verdade quem eu sou.
Volto a me conter em mim e pro raso vou.

Sobre quem eu sou...

Sou um sonhador,
um apaixonado.
Sou um romântico enjaulado.
Um louco desvairado.

Sem jeito, às vezes me retraio.
Me sequestro, me amordaço,
Me tranco no porta-malas,
E me aflijo, e me apago.

Mas quando me libertam,
Ah! Quando me liberto!
Sou fogo que incendeia,
Alma insatisfeita.

Uma força da natureza
Que não se contém.
E, então,
me alastro...

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Sobre coisas que devo fazer antes de morrer

E agora? Via-me em uma estrada bifurcada, sem saber que direção tomar. Haveria um rumo certo? A decisão correta existiria? Ou seria o universo indiferente à minha escolha? Muito provavelmente. Por hora, pensava que estava com uma dúvida cruel. Não. "Cruel", pensei melhor, "é ter que decidir se rouba para matar a fome dos filhos, ou se continua sem ter um pedaço de pão para colocar na mesa".

A minha dúvida era simples. Na verdade, era extremamente egoísta e simplória. Ainda assim, era uma dúvida séria. Isso: séria.

Desculpem-me se fiz muito mistério sobre a dúvida, em breve verão que não é grande coisa, mas ela me afetou durante uns dias, e, de certa forma, definiu os rumos de parte da minha vida. Vejam bem, eu estava entrando em um novo emprego e tinha que decidir entre trabalhar 30 horas ou 40 horas semanais. Simples, não? Nada cruel.

Eu sei, mas naquele momento de vida que eu estava vivendo, era uma decisão que poderia mudar os rumos de muita coisa no meu modo de levar os dias. Sabe, não era sobre trabalhar menos ou ganhar mais. Não era sobre ter tempo ou ter dinheiro. Era sobre planos, sonhos, metas, desejos.

Explico. Trabalhar 30 horas significava ter tardes ou manhãs livres para escrever. Na época, escrever um livro, uma história de sucesso, um épico como "O Senhor dos Anéis", ou uma história de uma geração inteira como "Harry Potter" era o meu maior desejo. O meu maior problema, em contrapartida, era não ter tempo para me dedicar a isso. Trabalhar 40 horas, por sua vez, me renderia mais dinheiro. Mas não era o dinheiro. Não, não era o dinheiro.

Nunca gostei de dinheiro. Digo, nunca gostei de ter dinheiro. Mas sempre gostei de gastá-lo. Não que eu fosse fútil. Não gostava de futilidades. Eu gostava era de viagens. Ter mais dinheiro, portanto, significava viajar mais.

E era com essa dúvida que eu me encontrava. Viajar ou escrever? Escrever ou viajar? Veja bem, estava pensando com imediatismo mesmo. Podia escrever um livro anos depois. Podia viajar quando tivesse filhos ou quando estivesse aposentado. Mas eu estava pensando no agora. Imediato. Daí a um ano ou dois.

Não importa o que eu decidi. Importa que enquanto estava com essa dúvida, me imaginei viajando para vários lugares. Imaginei meus livros escritos na estante. Ouvia Jack Johnson e me imaginava surfando em uma praia paradisíaca! Ah, como eu tinha vontade de surfar.

Surfar???

Eu nunca tivera vontade de surfar, mas, agora, parecia-me tão claro que eu precisava surfar na próxima vez que voltasse à praia. E, claro, para isso, precisaria de uma grana extra. Tá aí. Surfar. Isso definitivamente era algo que eu tinha que fazer antes de morrer. Assim como escrever um livro. Eu precisava escrever um livro antes de morrer. E surfar. E visitar a cidade de Assis. E ler muitos e muitos livros e ter uma noite de autógrafos e dar uma entrevista em um talkshow. E fazer snowboard e paraquedismo...

Cara! Eu precisava escrever uma lista de coisas a fazer antes de morrer! Mas tudo me parecia tão urgente!!! Pensava em tudo que queria, mas queria tudo para agora!

É! Eu precisava escrever uma lista de coisas que deveria fazer antes de morrer, e precisava realizá-las antes do 30 anos.

Então... tenho 6 anos até lá!!!

domingo, 12 de dezembro de 2010

Sobre Celebrar e Se Lembrar

É tempo de CELEBRAR!!!

Tempo de CELEBRAR a felicidade,

Tempo de CELEBRAR a reconciliação,

Tempo de CELEBRAR os bons sentimentos que brotam em nossos corações,

Tempo de CELEBRAR a esperança,

Tempo de CELEBRAR a amizade,

Tempo de CELEBRAR a paz,

Tempo de CELEBRAR as boas ações,

Tempo de CELEBRAR a vontade de sermos mais humanos,

Tempo de CELEBRAR os sonhos,

Tempo de CELEBRAR a vinda do Menino Jesus.

Mas também é tempo de SE LEMBRAR!!!

Tempo de SE LEMBRAR que a felicidade é construída com pequenos gestos, diariamente, para que não se desgastem as relações que temos com os que vivem mais próximos a nós.

Tempo de SE LEMBRAR que não é preciso esperar um ano inteiro de rixas e rivalidades para se pedir perdão apenas no Natal,

Tempo de SE LEMBRAR que um mundo novo não se faz apenas com bons sentimentos, mas com ações firmes, constantes e perseverantes,

Tempo de SE LEMBRAR que esperança é pôr a mão na massa e acreditar que suas obras darão frutos, em vez de sentar pacientemente acreditando que alguém fará alguma coisa,

Tempo de SE LEMBRAR que o consumismo exacerbado é uma forma de construirmos tesouros para nós, mas que os verdadeiros tesouros não são feitos de ouro ou prata, mas são feitos de carne e osso, daqueles corações que, tendo nos cativado, chamamos de família e amigos,

Tempo de SE LEMBRAR que a Paz se edifica na justiça, e é fruto de uma sociedade satisfeita consigo e com os outros, e que, portanto, essa paz só pode advir de pessoas saciadas de um verdadeiro amor,

Tempo de SE LEMBRAR que o dia-a-dia está repleto de oportunidades para fazermos o bem, e o fazermos bem, e que é mesquinhez e pobreza de coração deixar para fazê-lo no final do ano, pois o bem deve perpassar cada minuto de nossas vidas,

Tempo de SE LEMBRAR que a vontade só é eficaz quando há liberdade, e que, por isso, devemos nos libertar dos vícios e medos que nos afligem para que possamos ser mais humanos,

Tempo de SE LEMBRAR que sonhos são a matéria-prima de corações que amam, mas são menos que pó se não se materializarem por meio de mãos que trabalham,

É tempo de SE LEMBRAR que não basta dizer “Vem, Senhor Jesus”, é preciso viver consciente de que Ele já veio e está entre nós, e que, se deixarmos ele fazer morada em nossas vidas, todo dia será

NATAL